QUERIA DEIXÁ-LA FEIA ELE ORDENOU QUE A ATUAL ATACASSE A EX COM SODA CÁUSTICA

06/11/2026

08:29:24 AM

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Na noite de terça-feira, 9 de junho de 2026, o Tribunal do Júri de Jacarezinho, no Norte do Paraná, condenou Marlon Ferreira Lemes a 23 anos e três meses de prisão por tentativa de feminicídio triplamente qualificado. O julgamento havia começado na manhã de segunda-feira, 8 de junho.

O crime que levou ao julgamento aconteceu em 22 de maio de 2024. Naquele dia, câmeras de segurança registraram Isabelly Aparecida Ferreira Moro saindo da academia quando foi atacada por uma pessoa usando peruca loira e roupas largas. A atacante era Débora Aparecida Custódio Ferreira — namorada de Marlon. O líquido jogado era soda cáustica.

Marlon já estava preso por roubo de celular quando planejou o ataque. A análise do celular de Débora revelou que ele coordenou tudo de dentro da penitenciária. Ambos confessaram: Marlon disse querer dar um “susto” em Isabelly.

Débora afirmou que ele comprou o material, pesquisou sobre o produto e a orientou a se disfarçar, porque “queria deixá-la feia”. Um dia após o crime, familiares de Débora foram à polícia relatar o desaparecimento dela. Na casa de Isabelly, os agentes encontraram as roupas e a peruca usadas no ataque. A avó de Débora confirmou que a neta havia levado uma peruca da casa justamente na manhã do crime.  Débora foi presa dois dias depois, após denúncia de um hoteleiro.

Isabelly sofreu queimaduras de segundo grau no rosto, na boca e no tronco. Ficou intubada e internada por cerca de 30 dias no Hospital Universitário de Londrina. Ela própria depôs durante o julgamento.

O júri reconheceu três agravantes: motivo torpe, pelo sentimento de posse e vingança pelo término, meio cruel, pelo uso de soda cáustica para causar sofrimento intenso, e recurso que dificultou a defesa, já que Isabelly foi atacada de surpresa por uma executora disfarçada. Marlon também foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização por danos morais.

Débora ainda será julgada em data a ser marcada, após os advogados dela abandonarem o júri alegando que o julgamento “não estava sendo justo” a ela.

Ele planejou tudo de dentro da prisão. E Isabelly foi atacada na rua, a caminho da academia, por alguém que ela nem conhecia



Emanuelle - Crimes & Notícias

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