09/30/2026
07:10:46 AM
Antonieli Nunes Martins tinha 32 anos e mantinha há cerca de dez meses um relacionamento escondido com um homem casado. O que ela não sabia é que, depois de contar que estava grávida dele, sua vida terminaria de uma forma brutal.
Antonieli e Gabriel Henrique Santos Souza Masioli trabalhavam na mesma empresa e mantinham um relacionamento extraconjugal. Para se encontrarem longe dos olhos das outras pessoas, os dois usavam uma casa alugada em Pimenta Bueno, em Rondônia.
Em fevereiro de 2022, Antonieli descobriu que estava grávida.
Ela decidiu contar a Gabriel e não queria esconder quem era o pai da criança. Para dar a notícia, preparou uma pequena caixa. Dentro, colocou o teste de gravidez positivo e uma roupinha de bebê.
Gabriel teria reconhecido que era o pai e, segundo seu próprio depoimento, disse que assumiria a criança. Ele pediu alguns dias para contar à esposa e à família que mantinha um relacionamento com Antonieli e que ela estava grávida.
Mas, no dia seguinte, ele chamou Antonieli novamente para a casa onde os dois costumavam se encontrar.
E foi lá que ela morreu.
Segundo a versão apresentada pelo próprio Gabriel à polícia, os dois estavam deitados na cama quando ele teria tido uma crise de pânico. Ele aplicou um golpe conhecido como mata-leão no pescoço de Antonieli e continuou apertando até perceber que ela havia perdido a consciência.
Mas ela ainda estava viva.
Então, segundo a confissão, Gabriel foi até a cozinha, pegou uma faca e voltou para o quarto. Com Antonieli desacordada, ele desferiu um golpe no pescoço dela.
Antonieli morreu por causa dos ferimentos.
A acusação sustentou que não se tratou simplesmente de uma crise de pânico, mas de um assassinato cometido porque Gabriel não queria assumir as consequências da gravidez e expor o relacionamento extraconjugal. Essa foi a tese apresentada pelo Ministério Público aos jurados.
Depois de matar Antonieli, Gabriel ainda tentou apagar os rastros.
Ele levou objetos que poderiam ser usados como provas, incluindo o celular da vítima e a caixa com o teste de gravidez e a roupinha do bebê, e afirmou que jogou esses objetos em um rio. A polícia fez buscas, mas não conseguiu recuperá-los.
E enquanto Antonieli estava morta, Gabriel continuou circulando normalmente pela cidade.
Segundo a Polícia Civil, ele chegou a ir à igreja onde o pai era pastor e conversou com ele sobre supostas crises de ansiedade, sem revelar que havia acabado de matar Antonieli. Depois, também foi a uma lanchonete.
Antonieli não apareceu no trabalho no dia seguinte e parou de responder às mensagens. No dia 3 de fevereiro, o corpo dela foi encontrado, Antonieli foi encontrada morta em cima da cama.
No dia seguinte, Gabriel foi até a delegacia e acabou confessando o crime.
A perícia também descobriu uma informação que tornou o caso ainda mais grave: Antonieli estava grávida de aproximadamente três meses.
A morte dela provocou também a perda do bebê. Por isso, além do feminicídio, Gabriel passou a responder pelo crime de aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante.
A defesa tentou questionar várias provas da investigação e também pediu uma avaliação psiquiátrica. Um exame, porém, concluiu que Gabriel tinha capacidade de compreender o caráter ilícito do que fazia.
Mais de três anos depois da morte de Antonieli, o caso finalmente chegou ao Tribunal do Júri.
Em 24 de março de 2025, depois de uma sessão que durou mais de 13 horas e teve o depoimento de 11 testemunhas, Gabriel foi condenado a 33 anos e 1 mês de prisão, em regime fechado.
Antonieli tinha 32 anos. O bebê que ela esperava nunca nasceu.
Emanuelle - Crimes & Notícias
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